
Ser árbitro não é tarefa fácil. Todo juiz deveria saber de duas coisas ao escolher essa função. A primeira delas é que o problema sempre receberá mais destaque do que o acerto. A segunda é que vai dar problema.
Um pênalti pode ser mal marcado, não marcado e até bem marcado que causará polêmica. Não existe calmaria em lances de mão na bola e bola na mão. Os gols irregulares e mal anulados sempre serão motivo para reclamações escandalosas.
Justamente por isso, os árbitros devem evitar complicações desnecessárias. Há problemas suficientes por todas as partes de um campo cercando os homens do apito.
Os cartões aplicados por conta das comemorações de alguns gols recentes no Brasileirão são bons exemplos de situações em que um juiz não precisaria chamar para si o foco. Ele fez tudo certo, os gols foram legais, as expulsões justas e os pênaltis foram bem marcados. A alegria de um gol não pode causar problema.
Há exagero e falta de critério neste tipo de punição. Não estou pedindo que os árbitros deixem de cumprir a regra. O texto da lei deve ser seguido. Tirou a camisa, cartão amarelo. Provocou claramente a torcida adversária, também.
O que não pode ser proibida é a vibração. O gol é o momento mais importante do futebol. Deixa o jogador bater no peito, mostrar o número da camisa, dançar ou ser criativo da forma que for.
A “perda de tempo” em uma comemoração não pode ser tratada com rigor enquanto a cera de um goleiro é ignorada ao longo de todo o jogo. Uma falta forte não pode ter uma advertência verbal enquanto o ato de festejar é punido com amarelo.
Estou propondo que as coisas sejam simplificadas. Será um problema a menos para os árbitros e para o futebol.





