
Não lembro de um cenário tão desalentador no Inter desde que comecei a trabalhar na crônica esportiva, já com alguns anos de carreira como repórter de política. Somados, os ingredientes formam uma bomba atômica de alto poder destrutivo.
Pegue uma dívida bilionária, acrescente transfer ban e atraso salarial, misture rebaixamento do sub-20 no ano passado, salpique com dois anos de luta contra o Z-4, muitas eliminações vexatórias e 15 anos sem ganhar um título que não seja Gauchão.
Por fim, o botão de disparo dessa bomba: faltando 13 jogos, o Inter precisa vencer seis ou sete, algo que não conseguiu em 25.
Parece o fim, especialmente depois dos reiterados alertas de apocalipse do ano passado, ignorados pelos dirigentes. Só que, depois escapar como escapou na última rodada de 2025, o Inter não tem direito de morrer de véspera.
Ultimato
No outro extremo histórico, o Mundial contra o Barça era até mais impossível, mas lá estavam Fernandão e Abel para acreditar. O jogo contra o Santos, neste domingo (6), no Beira-Rio, tem de ser encarado nestes termos. Desistir não pode ser opção.
Se Paulo Pezzolano admitir os erros dos Gre-Nais e recolocar o Inter no único jeito que pode ter chance de somar pontos, há esperança. Nada garantido, claro, pois o time é carente, mas existe.
Agora, se repetir os Gre-Nais e partir para o ataque, os contra-golpes virão, impondo novo tropeço e sua demissão. Não há outra opção.
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