
Mesmo quando a régua é baixa, entre dois times que lutam para não cair, o argumento a ser buscado é sempre o do campo. Como falei antes, posso repetir agora sem acusação de engenheiro de obra pronta. O Grêmio, no mínimo, tem goleiro e centroavante.
Weverton garantiu a vitória no segundo tempo. Vini guardou dois. No Inter, Matheus Cunha era reserva do reserva do Cruzeiro e Sanabria é um 9 que não faz gol e mal toca na bola. Luis Castro manteve a ideia que, minimamente, deu certo no Beira-Rio. Se o adversário era o mesmo, por que mudar? Correto. Já Pezzolano inventou de novo.
Em vez da linha de cinco com Vitinho e mais três à frente, protegendo um grupo fraco de seus erros, com Alan Patrick e Carbonero soltos, nova invenção. Thiago Maia ressuscitado. Bruno Henrique na direita. Carbonero e Vitinho fora. Pezzolano desmontou o pouco que tinha.
A qualidade - do Grêmio sobre o Inter — pesou: 3 a 1 não se discute. Classificação justa. E provérbio consagrado: tenha goleiro e centroavante. Se tiver o recheio (algo que o Grêmio ainda não encontrou, e por isso luta para não cair), pode até brigar por título. Mas se não os tiver, como o Inter, sobra pouco ou quase nada.
E não há necessidade de ser apenas o camisa 9 tradicional. Pode ser o chamado falso 9. Mas um homem terminal lá na frente ajuda a evitar o caos, assim como goleiro - no mínimo. O Grêmio consagrou o provérbio do goleiro e do centroavante, que perpassa a eternidade do futebol.




