
Alguém dirá que o Vasco, neste sábado (12), é mais decisivo. Bem, todos os jogos são decisivos até os 45 pontos. Partimos daí, obviamente. Só que o jogo no qual o Grêmio terá a chance de somar pontos com a garantia de que seus adversários não o farão é o da quarta-feira (16), contra o Botafogo, no Rio de Janeiro. O jogo atrasado. O jogo do asterisco.
Vencê-lo é garantia de três pontos a mais sobre outros (no plural) — e não apenas um outro (no singular), em caso de triunfo neste sábado, na Arena. Além do mais, se o pior acontecer diante do Vasco, Luís Castro ainda terá a chance de somar pontos sozinho na quarta-feira. Em algum momento, aliás, para escapar, o Grêmio terá de ganhar fora de casa.
Com 10% de aproveitamento quando atravessa o Mampituba, não há fator local que compense. Esse asterisco contra o Botafogo, a indicar que ainda há um jogo a fazer, e uma atenuante. A tendência é adicionar pontos, um ou três, sugerindo que as coisas não são tão graves na luta para escapar.
A partir de quarta-feira, aí sim, Grêmio entra na vala comum dos outros nesse sentido. Não tem mais o “se”. O tamanho dessa vala é que dependerá do jogo contra o Vasco, sábado.
Ganhando vai para o Rio podendo negociar um empate pragmático com o Botafogo. Se perder para o Vasco, só lhe restará enfim vencer fora de casa.
Nesse recorte emergencial de curtíssimo prazo, portanto, o jogo isolado de quarta é ainda mais crucial do que o deste sábado, contra o Vasco. Uma espécie de última chance para não mergulhar na crise total.
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