
Segundo apuração da coluna, vem aí um freio no limite de estrangeiros no futebol brasileiro. O susto com a escassez de novos talentos, cujo reflexo se viu na Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo dos EUA, Canadá e México, fez a CBF se mexer. Avança uma marcha à ré na admissão de jogadores de fora do país.
Dos nove atuais, a tendência é voltar aos sete de 2024, quando os clubes pediram para aumentar o limite, de olho nos valores menores de jogadores prontos na América do Sul.
A cota diminuirá ao compasso de um atleta por ano, até bater em quatro estrangeiros. Talvez três. A ordem é falar pouco no assunto, que é controverso e pode ter oposição.
Viramos o fio. Dos 22 que começaram o Gre-Nal de ida nas quartas de final da Copa do Brasil, onze eram estrangeiros. A invasão tirou espaço dos jovens. Os clubes focam em formar atacantes de lado, pois a Europa paga mais. Pegam o dinheiro e saem comprando volantes, meias, laterais e centroavantes de outros idiomas, para além até da América do Sul.
Quantos destes, a maioria notas 5 ou 6, travam e até matam carreiras de jogadores da base que são impedidos de comprovarem e testarem seus reais valores no elenco principal?
A questão é: os clubes aceitarão essa redução drástica no número de estrangeiros, se foram justamente eles que pediram o aumento? Medida polêmica também por outra razão. Não faltará quem fale em xenofobia, mesmo que obviamente não seja o caso.
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