
Luís Castro não deixará de ser um técnico respeitado. Apostaria que não ficará muito tempo desempregado. Tudo isso é verdade, mas não é menos verdade que ele virou a maior decepção do futebol brasileiro em 2026.
O Grêmio torrou milhões de dólares para fazer time, assumindo riscos. E por que agiu assim? Porque não fazia sentido trazer uma comissão técnica de grife como a de Luís Castro e entregar a ela meia dúzia de pangarés. Isso sem falar na chamada geração dourada de base. No centro do país, falava-se no Grêmio como terceiro elemento na polarização Flamengo/Palmeiras. Era o técnico preferido do CR7, afinal de contas.
Pois Castro vai embora deixando o time no rumo do rebaixamento e sem valorizar a base. A exceção foi Viery. O zagueiro Luis Eduardo perdeu espaço para todos, assim como Riquelme e Tiaguinho, antes de se lesionar. O ponta Roger foi abandonado.
Pedro Gabriel só não perdeu a posição de reserva de Marlon por que Caio Paulista entra e se desescala. Mec foi vendido por uma ninharia, e o fato de ser reserva ajudou. Esperava-se um time com elaboração, triangulações, perde-pressiona, jogadas ensaiadas. Com alternativas. O que se viu foi uma pobreza de ideias.
Na hora de substituir, um centroavante por outro, um atacante por outro, um volante por outro.
Castro foi a grande decepção do Brasil este ano, pela boa imagem que deixou ao sair do Botafogo virtualmente campeão. A derrocada, naquele ano, começa a partir de sua ida para a Arábia. No Grêmio, sai sem deixar saudade e com um prejuízo de R$ 30 milhões, a julgar pelo noticiário acerca de sua rescisão, sem contar o time em frangalhos, com a língua de fora. Agora é salvar o ano e recomeçar tudo de novo.
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