
Somando os 10 milhões de euros do Alysson para o Aston Villa (ING), em janeiro, e adicionando os 16 milhões do zagueiro Viery (Fiorentina-ITA), em junho, aos 10 milhões que o Porto pagará pelo meia-atacante Gabriel Mec, chegamos à soma de R$ 216 milhões. Jovens da base de 19, 21 e 18 anos, respectivamente.
É por isso que o Grêmio não entrou na UTI, como o Inter, e vai fechar o ano ao menos com salários em dia, garantindo o custeio da instituição. Esses mais de R$ 200 milhões ajudam a equilibrar os mais de R$ 100 milhões gastos em reforços caros e que ainda não deram resposta, como Tetê, Nardoni ou Enamorado.
Vale lembrar que o Grêmio tem para jogar, imediatamente, o zagueiro Luis Eduardo, titular na Copa do Mundo sub-17. Eu apostaria que ele atropela em 2027 e, se ganhar sequência no Gauchão e rodadas de Brasileiro, é o próximo a sair por mais alguns milhões.
Pedro Gabriel, o lateral-esquerdo, pode até não ser a última bolacha do pacote, mas lembramos que Igor Serrote foi vendido para o Al Jazira, dos Emirados Árabes, por U$ 5,5 milhões. Pedrinho tem apenas 19 anos, e o mercado aposta em jovens. Tiaguinho e Jefinho se atrasaram no profissional, mas o Grêmio não desistiu deles.
Ou seja: mesmo que Grêmio e Inter cometam erros parecidos e, por isso, lutem para não cair, em um aspecto o Grêmio está melhor: nas categorias de base. É o que o financia. É o que o impede de “quebrar”, como se diz popularmente, apesar de uma dívida que também caminha para a casa do bilhão.






