
O Gre-Nal sempre se basta. Só existe uma instituição maior do que Grêmio e Inter no Rio Grande do Sul, e ela se chama Gre-Nal. É a rivalidade que nos fez campeões da América e do Mundo, contra todos os prognósticos, aqui no arrabalde do continente.
Mas esse Gre-Nal é deslocado. Inoportuno. Enviesado. Por várias razões. Uma delas é o produto em si. O Gre-Nal é maior do que quartas de final de Copa do Brasil. Perdemos a chance de um clássico numa das semifinais ou até na decisão.
Outra razão é o critério técnico. As chances de avançar seriam maiores contra Santos, Vitória ou Vasco. Enfrentar o grande rival é sempre uma guerra entre persas e gregos. Por fim, o contexto. Para o perdedor será devastação. Crise. Ódio da torcida. Fora fulano e beltrano.
Perigos à vista
Bem, pelos menos não deu Palmeiras no sorteio. Será? Morrer na mão do poderoso Palmeiras é leveza perto do soterramento que é fracassar diante do rival de vida e morte.
Não descarto risco até para quem triunfar nos Gre-Nais. Além do esgotamento físico e mental, temo pelo vírus paralisante da soberba. Elimina o rival, crê que agora está tudo maravilhoso, afrouxa o garrão e perde tônus no que interessa: a luta contra o Z-4. Um Gre-Nal fora de hora, eu diria.
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