
O Grêmio perdeu mais uma fora de casa por um pecado mortal de seu técnico. Luís Castro insistiu no mesmo erro. Noriega, Dodi e Nardoni nunca funcionaram juntos no meio-campo desenhado em 4-1-4-1. Não criam. No primeiro tempo, o Grêmio só finalizou uma vez, nos acréscimos, em um cabeceio torto de Carlos Vinicius.
O mais grave é que o tripé, em tese, é escalado para defender melhor. Isso nunca aconteceu. É falso. Então o Grêmio piora na defesa.
No futebol e na vida, errar os mesmos erros indefinidamente não é inteligência ou convicção. Errar outros erros sugere ao menos uma tentativa de acertos.
Escolhas equivocadas
Krovinovic poderia ter jogado desde o início. Ele ou Mec. O croata entrou após o 1 a 0. Mec, coitado, depois do segundo gol, passando a ideia do "vai lá e resolve". Pavon, que ao menos brigava, saiu em nome de Tetê. Amuzu reclamou de dores no joelho e ficou.
Duvido que essa linha — Tetê, Mec, Krovi e Amuzu — tenha treinado na semana. Mas tudo passa pelo pecado mortal original: três volantes parecidos e dois ponteiros, sem um meia. Não lembro de Castro jogando sem dois ponteiros, buscando outro modelo.
O Grêmio se repete nas soluções. Convicção ou teimosia? Terminou o jogo na roda, com a torcida do Galo cantando olé após dois minutos de troca de passes.
Cuello fez a festa na segunda etapa, atacando pela direita no um contra um o tempo todo, sem menção de Luís Castro de consertar o problema.
Dura derrota do Grêmio, desta vez por 3 a 0 — e Weverton evitando mais.
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