
A ausência de Luís Castro na viagem a La Paz me surpreende. Não pelas razões médicas. Com saúde não se brinca. Se subir a montanha é arriscado pelo histórico de pneumotórax, nada a reparar. Parece-me esquisito essa condição – acúmulo de ar entre o pulmão e a parede do tórax, comprimindo o ar e encolhendo o pulmão – ter sido revelada apenas agora, às vésperas da viagem e logo após terrível derrota para o Mirassol.
O Grêmio sabe há dois meses que jogará em La Paz. Fica a impressão de que deu um jeito de rifar a competição em nome de se preparar melhor para enfrentar o Fluminense, domingo (26), na Arena. Será um jogo tenso, pela proximidade com o Z-4. Vasco e Mirassol, 17º e 18º, respectivamente, se enfrentam antes, no sábado.
O Grêmio é 16º, com 21 pontos. O Vasco soma 20. O Mirassol tem 19 pontos, mas um jogo a menos. O Grêmio pode entrar em campo dentro do Z-4. Eis o tamanho do estorvo que virou a Sula para o Grêmio.
Craque de volta
O adversário do Grêmio na repescagem da Copa Sul-Americana, nesta quinta-feira (23), no Estádio Hernando Siles, parou de jogar no dia 27 de maio, quando perdeu por 3 a 1 para o Independiente Rivadávia (ARG), pela última rodada da fase de grupos da Libertadores. Eliminado, veio para a Sula.
O campeonato boliviano parou em 1º de junho e voltou apenas 35 dias depois, mas o Bolívar não deu férias aos seus jogadores. Terá seu craque de volta: a altitude de 3.650 metros. Devido a protestos na capital, a derrota para o Rivadávia se deu em Santa Cruz la Sierra, ao nível do mar, onde o Grêmio ficará até o dia da partida.
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