
Não sei o que poderia ser pior, após 30 dias de trabalho para melhorar o time. Após muito treino, boa alimentação e tempo com a família, o Grêmio voltou pior da parada da Copa. Se fosse só a derrota em si, vá lá. Mas o Grêmio perdeu por 2 a 1 para o Mirassol, vice-lanterna, sem nada.
Jogada ensaiada, elaboração na transição ofensiva, organização para sair de pressão alta — o Grêmio não teve nada. Desorganizado e sem atitude, só não levou mais gols pela ruindade paulista.
Castro manteve a ideia fracassada de antes da Copa, com dois ponteiros, sendo um deles Tetê. Optou por Caio Paulista na lateral, deixando Pedro Gabriel no banco. Erro medonho, alertado antes na transmissão da Gaúcha. O Mirassol ganhou o jogo entre ele e Kannemann, que parecia mesmo ex-jogador, perdendo quase todos os duelos com Bruno Santos, que veio da Série B, e Édson Carioca, ex-Juventude.
Marcação distante, espaçada. Buracos no meio-campo. Substituições que pioraram o cenário. Willian no lugar do lesionado Amuzu entrou trotando. Braithwaite no lugar de Mec, já sem Nardoni e com Riquelme ao lado de Léo Perez pôs o Grêmio no modo aleatório. Ligação direta para os centroavantes cavarem faltas e erguerem bola na área de qualquer lugar do campo. Pouca elaboração após tanto tempo de treino.
Se jogar como diante do Mirassol também contra o Fluminense, na Arena, pela próxima rodada, perde de novo e só não entra no Z-4 com ajuda de Santos e Vasco. O alerta contra o rebaixamento é geral.


