
Anote aí que não será dessa vez. Depois que Marrocos sucumbiu ao melhor time disparado dessa Copa, a mágica e eficiente França de Mbappé, Dembélé, Doué e Olise, restava o último suspiro da seleção dos catedráticos.
A Bélgica foi digna, mas perdeu com dignidade para a Espanha por 2 a 1. Segurou o empate até 43 do segundo tempo. O volume da Fúria Roja empurrou a derrota goela abaixo dos belgas.
Courtois jogou tanto quanto em 2018, quando a então jovem geração dourada da Bélgica eliminou o Brasil. Na hora em que se dividem crianças com adultos, a diferença aparece.
Daria para chamar a Suíça e a Noruega de zebras, se eliminarem Argentina e Inglaterra? Suíça, sim. Noruega, nem tanto. Pela maneira como se classificou nas Eliminatórias, atropelando quem surgisse à frente, chegou ao Mundial como candidata alternativa.
E a Noruega tem Halland. Tudo vai ficando no seu lugar, do ponto de vista histórico. Zebra campeã? Ainda não.
O pênalti
Cansei de dizer, nos meus espaços na cobertura da RBS: Copa do Mundo é um torneio totalmente atípico. Não há nada parecido. O sossegado se agita. O apático vira leão. E o confiante treme.
Torcedores aos milhares na ruas. Pátria de chuteiras. A percepção de realidade se altera na caminhada solitária até a cobrança. Todos acusam o golpe.
Nervos de aço
Até craques que raramente falham sentem o momento do pênalti. Mbappé erra. Messi erra. Só que eles têm o mental forte. Não se deixam abater. Vão lá e fazem gol no próprio jogo. Bruno Guimarães desperdiça, entra em parafuso e arrasta o Brasil para o poço.
Além de qualidade, Copa exige nervos de aço, como cantava Lupicínio Rodrigues.
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