
Seria o maior crime da história das Copas se a Argentina voltasse dos Estados Unidos com o título sem chutar uma única vez na direção do gol durante os 90 minutos. Desta vez, nem a condescendência da arbitragem salvou a Argentina.
A Espanha teve um gol absurdamente anulado. E outro que nem a linha do VAR convenceu. O título espanhol ter sido só de 1 a 0 e com gol na prorrogação foi um milagre. O baile do jogo não se traduziu no placar.
O bicampeonato espanhol salvou a credibilidade da Copa e o futebol mundial de valorizar um campeão muito pior, caso desse Argentina. O time de Lionel Scaloni só se defendeu. Teve medo de ficar com a bola, enquanto uma paciente Espanha amassou, trocando passes com 70% de posse de bola.
Faltou coragem para Messi e Cia.
Venceu o futebol, evitando que o aleatório e a sorte erguessem a taça contra um trabalho de 10 anos. Rodri e Olmo, no meio, humilharam os argentinos, que ficaram na roda.
Enzo Fernandez merecia ter sido expulso muito antes do que foi, de tanto que bateu. A verdade é que a Copa da Argentina foi no upa-upa, com doses de sorte e arbitragem amiga diante de seleções ruins. Bola mesmo, só contra a Inglaterra.
Na tática e na técnica, foi um banho espanhol. De la Fuente colocou Scaloni no bolso. A posse de bola espanhola isolou Messi e foi cansando a Argentina como um boxeador que vai acertando golpes no rival, sabendo que o nocaute é questão de tempo.
Na Copa dos protagonistas, Messi fracassou no último capítulo, envolvido pelo conjunto admirável da Espanha, uma campeã com toda a justiça. E muito a ensinar para quem estiver disposto a aprender. Inclusive o Brasil.
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