
Pelo que apurei aqui nos bastidores da Seleção Brasileira, o técnico Carlo Ancelotti festejou o aniversário de 67 anos com uma dúvida que lhe tira o sono. Lucas Paquetá no meio virou tendência aqui em Nova Jersey, entre o hotel em Basking Ridge e os treinos no CT do Red Bulls, em Morristown. O problema está nas laterais.
Aí é dúvida mesmo. O gaúcho Ibañez, que vem atropelando nos trabalhos, ou Danilo, com a grife Flamengo e a hierarquia de três Copas do Mundo na bagagem. Na esquerda, Alex Sandro ou Douglas Santos. Estava tudo tranquilo.
Ancelotti tinha até anunciado Wesley na direita. Alex Sandro, presente em todas as convocações, seria o lateral-esquerdo. O corte de Wesley bagunçou tudo. Agora reina a dúvida de verdade na cabeça dele. Como fazer o balanço dos lados? Agora o lateral mais atacante virou Douglas Santos, pela esquerda.
Então o time está desenhado, tirando o drama das laterais, o restante está resolvido: Alisson, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Casemiro, Bruno Guimarães, Paquetá, Raphinha, Matheus Cunha e Vini Jr..
Faltam os laterais, que emergem de nossa pior geração de todos os tempos, na comparação com ciclos anteriores, de Nilton Santos a Marcelo, passando por Jorginho, Júnior, Cafu, Roberto Carlos e outros tantos. O Brasil terá de ter na força coletiva e operária a sua grande marca nesta Copa, também por esse traço histórico: laterais muito abaixo de nossas maiores tradições.
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