
No meu sonho de criança, cultivado desde os 10 anos de idade, quando pela primeira vez perguntaram o que seria quando crescesse e cravei “jornalista”, sem nunca mais arredar um milímetro dessa surpreendente convicção infantil, jamais imaginei ser penta. Cheguei neste domingo (7) a Nova Jersey, nos EUA, com grande parte da equipe de 20 profissionais da RBS.
Aqui estão os 26 de Ancelotti, cuja missão é achar um rumo após quatro anos de farta desorientação. Será minha quinta cobertura de Copa do Mundo, sempre colado na eterna Seleção de Pelé.
Vi e trabalhei em quatro finais: França x Brasil (1998), Alemanha x Argentina (2014), França e Croácia (2018) e Argentina x França (2022). Na Rússia, assumindo o microfone da Gaúcha, até então empunhado por Ruy Carlos Ostermann. Idem no Catar.
A vida é boa, como dizia David Coimbra, que se foi não sem antes realizarmos um sonho de amigos, banhado em chopes cremosos, adiado lá em 1998 por razões do destino. Já pensou, dois durangos feito nós cobrindo juntos uma Copa?
Deu tempo de caminharmos, na Rússia, pelas ruas sisudas de Moscou. Às margens do Rio Volga, em Samara. Na magnética e europeia São Petersburgo. A magia tártara de Kazan.
O que nos espera nos EUA, nesse confuso 2026? Uma Copa única, como são todas as Copas. O que valeu na última já não importa nessa, mas pode voltar a ter relevância na seguinte. O mundo gira cada vez mais rápido na comunicação, e a Copa é a grande vitrine e laboratório.
Lá vou eu, de novo, agradecer aquele moleque de 10 anos. A vida é boa. Uma nova história está só começando.
Quer notícias, bastidores, vídeos e análises da Copa do Mundo?🏆Inscreva-se na newsletter exclusiva de GZH e receba tudo direto no seu e-mail 📩 Clique aqui para se cadastrar




