
Além de uma boa gordura contra o Z-4, a expressiva vitória sobre o Vasco por 4 a 1 na noite deste sábado (16) — e poderia ter sido mais — traz também uma prova cabal e irrefutável. O Inter é o time do contra-ataque furioso, bem organizado pelo técnico Paulo Pezzolano. Precisa aceitar sua natureza em 2026.
Quando baixa linhas ou aciona gatilhos de pressão mais alta, sempre buscando retomar a bola e zunir em contragolpes, as coisas acontecem.
Tentou controlar o jogo com passes e posse de bola? Nada feito. Aí Remo e Mirassol incomodam. A fórmula é 1) ser operário, 2) correr mais do que o adversário e 3) aceitar sua condição com humildade.
Combinadas essas valências, aí pode pintar um 4 a 1 como este sobre o Vasco. Não é acaso que saem os medalhões e o Inter melhora.
Alan Patrick e Borré jogam academicamente com a bola. Não é preciso tê-los se o Inter ataca sempre acelerando.
Bernabei, protegido por Matheus Bahia, é o grande achado de Pezzolano. Carbonero virou o novo Alan Patrick, só que não como meia-armador, e sim meia-atacante.
Além do gol na velocidade, repare que o colombiano funciona em todos os contra-ataques, por dentro, atrás dos atacantes.
O Inter encontrou um trio de contra-ataque: Carbonero (meia), Alerrandro (pivô) e Bernabei (atacante). Obra de Paulo Pezzolano. Se não ceder à tentação de atacar e atacar e atacar, e se comportar sempre reagindo, o Inter entrará dezembro livre da chance de rebaixamento.


