
Ainda não foi desta vez que veio a tão sonhada conquista longe da Arena. Apesar da expulsão de Esquivel a 38 minutos do primeiro tempo, o Grêmio não conseguiu fazer valer a vantagem numérica. Teve duas chances, um cabeceio mal feito de André Henrique e um chute de Willian que acertando a testa do zagueiro. Santos não chegou a fazer defesa.
Pontos perdidos? Não creio.
Os desfalques de Vieri, Arthur, Amuzu e Carlos Vinícius foram compensados pelas mudanças do técnico Luis Castro (seu auxiliar, Vitor Severino, estava à beira do campo). Eles trouxeram o Grêmio com três zagueiros, Pavon e Pedro Gabriel nas alas, Perez e Nardoni como volantes, Mec ocupando a esquerda, Enamorado na direita e Braithwaite na frente.
Assim desenhado, com 30% de posse de bola, no contra-ataque, amarrou o Athletico-PR, hegemônico em casa. Após a expulsão de Esquivel, o Grêmio aumentou o volume, mas faltou a decisão de, enfim, ser feliz fora de casa.
No intervalo, saem o drible de Enamorado e o talento de Mec. Este, com espaço, faria chover. Mas entram André Henrique e Riquelme. O Grêmio perde tempo. Mais adiante, com Tetê no lugar de Braithwaite, melhora um pouco.
Foi quando o Grêmio esteve perto de vencer, mas também viu Gustavo Martins salvar na linha um gol do Athletico, após os 40min, que é quando Riquelme foi expulso. Tivesse todos os titulares, talvez o Grêmio conseguisse fazer valer o jogador a mais, mas não existe “se”.
No frigir dos ovos, com tantos desfalques severos e se virando daqui e dali do ponto de vista tático, penso que o Grêmio somou um ponto, mesmo que se possa contestar alguma das substituições.




