
Luís Castro está começando a se perder nas entrevistas, talvez na tentativa de defender seus jogadores. É algo que antes não se via. Quando cita a estatística de que levou dois gols nos últimos nove jogos a seu favor, passa a trabalhar apenas com narrativa.
O Grêmio não tomou mais gols do Bahia por que seu goleiro e a trave salvaram, e não por um novo sistema defensivo que amarra o adversário. A criação, em Salvador, virou bola longa no centroavante. A elaboração ofensiva é diminuta.
O 1 a 1 de Salvador valeu por que o empate tirou o time de Luís Castro do Z-4. Em décadas de crônica esportiva, aprendi, de tanto conversar com profissionais do futebol, que quando um clube de massa entra nessa condição, o mais importante é sair de imediato. Foi o que o Grêmio fez neste 1 a 1 em Salvador.
Esta é a jarra meio cheia, conforme imagem muito usada pelo meu amigo Maurício Saraiva. Mas a jarra meio vazia é usar três zagueiros e dois volantes de contenção (Léo Pérez e Noriega) e vazar tanto na defesa. A atuação de Weverton é memorável, com pelo menos três milagres. O Grêmio só tem uma finalização no alvo, o gol de Viery em cobrança de escanteio.
No jogo todo, só concluiu três vezes, contra 16 do Bahia. A saída de bola foi nula com Pérez e Noriega, o que era óbvio. Tiaguinho ficou no banco o tempo todo. Castro mexeu só para repor o fôlego de quem cansava. Ceni foi mexendo para atacar, inclusive com dois camisas 9. Everaldo e Caio Suassuna. O Grêmio segue sem convencer. Saiu do Z-4, ok, mas esperava-se muito mais.




