
Dessa vez não dá para salvar ninguém. A derrota por 3 a 1 para o Bragantino saiu barata. Era para ter sido muito mais. O técnico do Inter, Paulo Pezzolano, errou na escalação e nas mexidas, ainda que tenha sido ajudado por trapalhadas colegiais de seu time.
Que trapalhadas? As do goleiro Anthoni, que levou gol de falta do meio da rua com a bola entrando no meio do gol. Ou do zagueiro Victor Gabriel, autor de um pênalti de Série D.
A atuação do Inter foi tão ruim, padrão reta final de 2025, que o Bragantino fez 3 a 0 sem construir nenhuma jogada de gol. Sem Bernabei, em vez do dedicado Allex, Pezzolano escolheu o carteiraço: Alan Patrick. Foi um horror.
O Inter perdeu o contra-ataque pela esquerda, confinando Carbonero a um quadrado de ataque na direita. Sem o camisa 10, ele flutua com liberdade para ser o meia que aciona Bernabei. Mas Alan Patrick seguiu até o fim, com atuação apática na criação e onerando a fase defensiva.
Todo o Inter foi péssimo. Não conseguiu marcar o quarteto do Bragantino: Fernando, o melhor em campo, Lucas Barbosa, Herrera e Pita. Vitinho deixou Bruno Gomes sozinho. Alan Patrick matou Matheus Bahia. Alerrandro e Carbonero pareciam deprimidos. Em todo o jogo, o Inter teve dois chutes no alvo: um deles o gol de Aguirre.
Pezzolano demorou a mexer. Allex só entrou a 40 do segundo tempo, e na lateral esquerda. Aguirre entrou tarde, saindo Villagra e passando Bruno Gomes para o meio. Aguirre não é solução de nada, mas era uma mexida possível com o banco de reservas disponível. Se está dando tudo errado, assistir a tudo de forma impassível é pior.
Que sirva de lição. Se perder peças na janela de um elenco já esquálido, como Bernabei, ausente em Bragança Paulista, volta da Copa para morrer de fome na luta contra o rebaixamento.
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