
Vitória de virada dos reservas do Inter na bola aérea sobre o Brasil-Pel, e a taça da Recopa Gaúcha vai para o Beira-Rio. Uma comemoração morna. Tinha mesmo de ser assim. O Xavante, mesmo SAF, está sofrendo na primeira fase da Série D. Do Inter, exige-se mais.
É aquela história. Se ganhar não significa nada, justamente por isso perder seria terrível. A questão é: o que tirar do jogo? Nada.
Tivesse dado chance a mais jovens da base, além do lateral Luiz Felipe, Pezzolano poderia ter ganho gente nova. Só que a opção foi pelos reservas, tanto que os gols do Inter foram de Vitinho e Borré.
Elenco insustentável
Pouco futebol, com ou sem gramado ruim. Valeu como alerta. Se o Inter precisar de jogadores como Aguirre, Ronaldo ou Clayton Sampaio, entre outros, o risco de cair será enorme no Brasileirão.
Eles são trabalhadores e não têm culpa de nada, mas não possuem condições de atuar em um clube campeão do mundo. A maneira como Aguirre é driblado no lance do gol do Xavante é assustadora. Ronaldo abusa dos passes para trás. Clayton quase comete um pênalti de trapalhão no finzinho, que poderia jogar o título pelo ralo.
Em vez de alguns reservas, melhor dar espaço ao volante Benjamin, que é muito melhor. Em vez de Tabata, João Victor. Ou Allex. Fabrício Prado, 16 anos, joia da coroa, pode ganhar minutos.
Perder a Recopa seria constrangedor, e o Inter escapou desse constrangimento. Se souber ouvir o grito de alerta do Bento Freitas, melhor ainda.
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