
Imagine se o Grêmio não conseguisse virar sobre o Santos depois de estar duas vezes atrás no placar. Eis a importância do 3 a 2 na Arena. O Z-4 contaminaria o ambiente.
Houve pontos positivos, como o golaço de Tetê, a boa atuação de Perez e as assistências de Pavon, aplaudido de pé pela Arena quando foi substituído por Marcos Rocha no finzinho.
São reforços que, talvez, engatem uma recuperação. Pavon é uma criação do técnico. Seria péssimos seguir com eles apartados da torcida.
Outro ponto positivo foi o comportamento. Houve entrega, luta. Se não dá na técnica, vai na garra. Sobrou garra. Então o vestiário está fechado com Castro, e sabemos todos: quando o ambiente desanima, não há treinador que resista.
Minha vírgula é que, embora atuações individuais tenha resolvido os problema do jogo, a parte coletiva deixou perguntas contra um time cheio de problemas como o Santos.
Por que Léo Perez e Noriega juntos, se eles se sobrepõem, defendem mal e pouco ajudam na construção? Quando entrou Arthur, no intervalo, mesmo sem ritmo, ele recolocou o Grêmio no jogo, a partir da posse de bola.
Em um partida cheia de erros de passe nos dois lados, os acertos dele pesaram. Se não tiver Arthur, qual a razão para buscar outro de característica tão diferente?
Braithwaite como meia funcionou contra times pequenos. Ele com dois volantes de marcação abriu um buraco geográfico no meio, por onde o Santos poderia ter matado a partida, com Gabigol, Rony e Miguelito recuando e ganhando o meio.
Se Castro seguir entendendo que a vitória sobre o Santos é a chancela de que a evolução é evidente, então o Grêmio terá problemas na volta da Copa.
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