
O Athletic-MG não jogará nesta quarta-feira (22) no Orlando Scarpelli, em Florianópolis, por abrir mão do fator local. O Estádio Joaquim Portugal (6 mil pessoas) não tem a capacidade mínima (10 mil) exigida pela CBF para esta fase da Copa do Brasil, a quinta na competição. Só que a escolha do mando de campo, sim, teve a ver com o lado econômico.
A torcida do Inter lotará o estádio. A comunidade da cidade de São João Del Rey não gostou da decisão de seus cartolas, mas a culpa é de Vinícius Júnior. Sim, ele mesmo. A renda, como se sabe, é do mandante — eis aqui o xis da questão.
No caso, mandante é a SAF de Thássilo Soares, que comprou 53,5% das ações do clube através da ALL Agenciamento Esportivo, em fevereiro do ano passado. Thássilo é agente de Vini e sócio do pai do astro da Seleção, Vinícius Paixão de Oliveira, na ALL Agenciamento. A bilheteria ajudará a engordar o patrimônio do craque da Seleção.
É dele, ou dos negócios gerados com o seu nome, vamos combinar, que saiu a grana para comprar a SAF. Classificação vale R$ 3 milhões, prêmio pago pela CBF por vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. Se contar os R$ 2 milhões pela participação nesta fase, são R$ 5 milhões.
O Athletic
Um jogo de ida de Copa do Brasil um tanto inusitado para o Inter, sem dúvida. O Athletic é sexto na Série B, o que lhe garantiria a última vaga nos playoffs de acesso, já que os dois primeiros sobem diretamente.
Em cinco partidas, só perdeu fora de casa para o Novorizontino, vice-campeão paulista deste ano. O lateral Zeca, ex-Inter, e o atacante Leo Chu, ex-Grêmio, são destaques do time do interior mineiro.
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