
Foi um Gre-Nal com a cara do futebol gaúcho. Ruim, cheio de erros e uma dificuldade enorme de criação. Muita transpiração, pouca inspiração. Uma pobreza que indica onde eles disputarão o Brasileirão: meio de tabela, no máximo. E medo de Z-4. Foi um show de horrores.
O resultado é auto-explicativo: 0 a 0. Só um acaso para tirar o zero do placar, e o acaso não aconteceu. Elogio mesmo, só para Weverton e Rochet.
Cada um teve uma defesa que se pode chamar de chance de gol. Weverton, em chute de dentro da área de Borré. Rochet, em um cabeceio à queima-roupa, no chão.
Luis Castro pensou no seu emprego e escalou um Grêmio para não perder, sem meia e com três volantes: Noriega, Arthur e Nardoni. Não criou nada, claro, ainda mais com Tetê na direita. Restou Amuzu. Que, bem marcado, pouco fez.
Sem Matheus Bahia, desfalque de última hora, Pezzolano surpreendeu na escalação. Em vez do time fechado, abriu-se: arriscou. Bernabei de lateral, Alan Patrick no meio e dois ponteiros, Vitinho e Carbonero. O que lhe rendeu um pouco mais de posse de bola, em vez daquela ideia radical de reação e de jogar por uma bola, que o tirou do Z-4.
Raras finalizações. Chance mesmo, uma para cada lado. Uma pobreza técnica e de perspectiva sem tamanho. Viery, expulso sem necessidade a 45 do segundo tempo, deu alguma emoção aos acréscimos, deixando o Grêmio com um a menos. O Inter foi para o chuveirinho. O Grêmio fez cera.
O empate foi ruim para os dois, que ficam próximos da zona de rebaixamento. Será um longo ano, e estamos apenas em abril. Os dois times jogam pouco, para dizer o mínimo. Uma ruindade geral pornográfica. Que tristeza.



