
Naquele começo de ano terrível, que sugeria rebaixamento irrevogável, insisti numa ideia. O Inter tinha (ainda tem, na verdade) de colocar qualidade para dentro de seu elenco.
Além da mudança de rumo, aceitando a inferioridade e jogando por uma bola, houve um acréscimo que não estreava nunca. Fiz essa cobrança várias vezes. Falo do argentino Villagra.
É um jogador só, mas numa função essencial no futebol de hoje. Não se abre mais o meio com volante marcador que erra passes. Villagra reorganizou a saída de bola. Ocupa o espaço com mais inteligência. Não conduz demais. Sabe proteger a bola ou inverter uma jogada pelo alto. Mudou toda a dinâmica.
Mudança de cenário
Alerrandro, como alternativa a Borré, já tem gol diante do São Paulo. Bastaram duas peças novas, uma titular e outra reserva, para o cenário melhorar um pouquinho só.
Não existe mágica. O Inter não pode se enganar e achar que agora vai. Que não sofrerá contra o Z-4. Nada disso. O campeonato segue sendo o "Troféu 16º Lugar". Mas bastou agregar peças novas com um tanto mais de qualidade, e já mudou o contexto, independentemente da nova matriz tática.
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