
O discurso de Carlos Vinícius, saindo em defesa veemente de Luís Castro, é louvável. Demitir técnico como quem troca de bermuda é mais do mesmo. Até aí, tudo certo.
Mas há um asterisco: desde que ela não cegue sobre o rendimento do time, já perto do Z-4, e vire uma espera passiva. Aí ficará tudo como está, ladeira abaixo, como se viu em mais uma derrota fora de casa.
Três volantes no 4-1-4-1 não deu rendimento, nem defensivo e nem ofensivo, em momento algum. No Gauchão, quase levou o Grêmio à eliminação na semifinal para o Juventude. O título só começou a nascer quando foi revogado. Por que mantê-lo?
Gerson jogou solto. Nardoni o marcou à distância. Noriega perdeu o duelo com Matheus Pereira. Arthur não ajudou muito na parte defensiva, mas tem o desconto de ser o responsável por estar mais à frente.
Monsalve só entrou no lugar do comprometedor Nardoni (lento, não acompanhou Gerson, que dá assistência dentro da área), após o primeiro gol, a 10 minutos.
Castro disse que ficou pior na fase defensiva com Monsalve, por não segurar o contra-ataque. Sim, mas correndo atrás do empate, tendo de sair ao ataque, não é óbvio que vai dar mais espaço e correr mais risco?
O Grêmio só não tomou gol no primeiro tempo porque Weverton salvou. O Cruzeiro faz 1 a 0 com Nardoni, Noriega e Arthur. Então é preocupante. O 2 a 0 poderia ter vindo até antes do intervalo, a rigor. Vinícius não tem uma finalização sequer. Está desabastecido. Jogando desse jeito, com esse meio-campo, o Grêmio está matando o seu goleador.
Se o técnico não indicar ajustes e mudanças, ou fazer os jogadores renderem mais, será difícil mantê-lo quando vier a parada para a Copa. E aí não se trataria de cultura brasileira. Não faz muito, o Real Madrid trocou Xabi Alonso por Arbeloa, no meio da temporada. Em qualquer lugar, com o rebaixamento rondando sem resposta da equipe, essa possibilidade existe.





