
Ouço, aqui e ali, que o nome de Giovanni Luigi pode ser alternativa para unir a oposição e o próprio Inter como futuro presidente.
De fato: quem mandaria contra o dirigente que, além de ter conquistado títulos, praticamente conseguiu um estádio novo sem tirar um centavo do cofre, ainda por cima garantindo a grife da Copa de 2014 e obras públicas no entorno?
Negócio providencial
A reforma do Beira-Rio, bancada pela Andrade Gutierrez com preço fechado (o Inter entrou com R$ 28 milhões da venda dos Eucaliptos e mais nada), foi a salvação do Inter.
Se o projeto anterior, liderado por Vitorio Piffero, de reformar o estádio com dinheiro próprio fosse o vencedor, o Inter estaria até hoje pagando. Isso se a obra fosse concluída, é claro. Basta ver o que aconteceu logo após, com o rebaixamento.
O negócio feito por Luigi foi o melhor, na esteira do Mundial de 2014. O Grêmio, por exemplo, só foi se livrar do rolo da Arena graças ao ato individual de um gremista apaixonado e bilionário, caso de Marcelo Marques.
Em outros estádios erguidos do zero, o Palmeiras não pode jogar em casa se houver show marcado pela WTorre. A dívida da Arena Itaquera se tornou impagável para o Corinthians, na casa do R$ 1 bilhão.
Deixou a cadeira
Só que Giovanni Luigi não será candidato. De jeito nenhum. Seu nome circula por que foi um ex-presidente com realizações e de perfil moderado e conciliador, algo essencial diante dos radicalismos que há anos dividem o clube, afastando os melhores quadros da instituição. Mas ele não quer.
— Quando tocarem nesse assunto, podes dizer que eu mesmo que te liguei — disse Luigi, que sempre lembra o fato de eu ter sido o único a entrevistá-lo em sua casa, em uma das tantas vezes que conversamos como repórter e fonte.
Ele está 100% fora — foi o que mencionei no Sala de Redação. Luigi já deu a sua cota de contribuição e a hora é dar chance a outros dirigentes.
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