
O problema é que sempre é “escândalo” ou “choro de derrotado”. Só muda o lado, conforme o erro do árbitro: a favor ou contra. O discurso Gre-Nal é muito parecido nessas horas. É só pegar os comentários nas redes sociais sobre dois lances.
Gremistas e colorados usam os mesmos argumentos: escândalo ou choro. Eu disse lá, no lance de Monsalve, em Grêmio x Juventude, na Arena, no ano passado: pênalti claro, erro do árbitro ao não marcar. No Gre-Nal 451, no último domingo, pênalti claro em Alan Patrick, erro do árbitro ao não marcar. Ponto. Árbitros erram e acertam.
A questão do complô (etc, etc, etc) sugere desonestidade de profissionais que estão ali trabalhando com seriedade, como qualquer um de nós. Os dirigentes acabam aproveitando esses momentos para transferir responsabilidades na montagem de time e elenco que são exclusivamente suas. O torcedor, apaixonado, vem junto, por que passa a ideia de defesa da instituição. Não é. Os cartolas aliviam a sua barra, quem sabe para ganhar tempo.
O Grêmio fez isso no ano passado, no pênalti sobre Monsalve. Ou alguém duvida que o time precisava, isso sim, era de reforços, que vieram só na janela do meio do ano?
O Inter vai repetindo o mesmo roteiro nesse 2026. Se achar que o problema é só arbitragem, que está no caminho certo, que o time é suficiente, que só faltou a bola entrar, passará o mesmo drama da última rodada do ano passado.
O Grêmio ofereceu a rota de salvação para o Inter. Resta a saber se o Inter terá grandeza de fazer essa leitura.
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