
O técnico do Grêmio vinha trabalhando sob dúvidas. O time não jogava bem. Tinha bons momentos, mas nada dominante. Aí há um corte, que é o primeiro tempo horrível contra o Juventude, na semifinal.
Ele mexe no intervalo, com Mec no meio e Enamorado na ponta. A partir daí, rompe com 2025 e aposta nos mais jovens: Gustavo Martins, Vieri, Enamorado. Estrelas saem: Wagner Leonardo. Willian, Tetê. Não quer correr, sai.
A direção bancou. Foi assim que o Grêmio conquistou o título em um jogo. Não ontem, mas no Gre-Nal da Arena. Já estava melhor no 11 contra 11. Depois soube explorar com poucos a vantagem numérica na expulsão de Bernabei. O 1 a 1 final foi no Beira-Rio, onde jogou bem menos do que o Inter, mas o campeonato já estava ganho. A má atuação, algo que precisa servir de alerta para o Brasileirão, pode ter um pouco a ver com isso.
O lance capital – provavelmente a história do título não mudaria, pela vantagem de 3 a 0 na ida, mas o pênalti não marcado em Alan Patrick no primeiro tempo ajudou o Grêmio, que estava em maus lençóis. O erro de Rafael Klein, que acertou no campo porém foi induzido pelo VAR, mudou o jogo e deu ambiente. O estádio murchou. O Inter, pressionando alto com Allex e Carbonero, já tinha perdido três gols.
Pergunta colorada
Weverton fez milagre nos pés de Carbonero. A não marcação do pênalti murchou o estádio. O jogo acabou ali. O gol de Gustavo Martins, na cobrança de escanteio, logo a seguir, apenas sepultou formalmente qualquer chance de reação colorada. O segundo tempo foi morno, em clima de preservação. Aliás, fica a pergunta: por que o Inter não jogou assim na Arena, e aceitou a pressão do Grêmio?


