
Sobre a onda de moralismo de cuecas acerca das imagens de Cuéllar e Monsalve na Marques de Sapucaí: eram dois dias de folga. Qual o problema irem ao desfile das Escolas de Samba no Rio, um dos maiores espetáculos da terra? Não fizeram nada ilegal. Não desrespeitaram o Grêmio. Não houve falta de profissionalismo.
No caso de Monsalve, que se recupera de lesão muscular, passará a ser problema se, na volta, for registrado algum atraso na recuperação. Ou se, no treino, ele render abaixo por alguma razão física além do esperado. Aí sim. Do contrário, não.
Renato e Romário ensinavam: garanta-se no campo. Se Monsalve foi ao desfile e não se excedeu, aproveitando para espairecer, qual o problema?
Compreendo a sabedoria do adágio popular, segundo o qual "não basta ser honesto, tem de parecer honesto". Mas deixo aqui algumas perguntas para pensar, sem necessariamente ligação com Monsalve, Cuéllar, Higuita ou Valderrama.
Então só ser honesto não adianta? Mais importante do que "ser" é "parecer"? Vale mais a embalagem do que o produto? A condenação sumária por uma foto é marca desses perigoso novos tempos. Não há problema em julgar pessoas públicas, absolvendo ou condenando. Mas esperar só um pouquinho antes da sentença é um bom exercício de vida.
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