
O Inter de novo lutou. Outra vez foi valente. Sobraram dignidade e organização. Mas igualmente perdeu, a segunda derrota no Beira-Rio neste Brasileirão, desta vez por 3 a 1 para o Palmeiras. A culpa do técnico Paulo Pezzolano é zero. Falta qualidade. É muita gente nota 5 ou 6. Eis o drama no alto nível da Série A.
O melhor zagueiro, Mercado, não tem como superar os 38 anos pós-cirurgia no joelho. No primeiro gol do Palmeiras, facilmente driblado por Vitor Roque. Sabe quanto o Palmeiras pagou ao Barcelona por Vitor Roque? 25 milhões de EUROS. No segundo gol, o argentino perde uma bola dominada com um simples encontrão.
E Paulinho? Sumiu por que a média na carreira não é aparecer. Aguirre chuta sempre torto. Ele entrou no segundo tempo. Emblematicamente, no lugar de Paulinho. Um nota 5 por outro nota 5. Bruno Gomes foi para o meio formar um tripé com Ronaldo e Alan Rodriguez, este na vaga de Alan Patrick. Competição e competição.
O Inter até finalizou mais (26 a 11), mas quantos chutes tortos e sem qualidade? No alvo, 7 a 4 Palmeiras. Escanteios? O Inter, 16, todos mal batidos. O Palmeiras, 4, um deles gol de cabeça clássico.
Quando a corda está esticada, o Inter consegue competir. Mas e quando topar com um time que também luta organizadamente? Aí a qualidade decidirá. E a do Inter é limitada.
A questão é saber se o torcedor do Inter saberá suportar a realidade desse ano. Seu campeonato não é o do Palmeiras. Nem do Flamengo, contra quem somou seu único ponto em três rodadas. Mas o que dizer da derrota em casa para o Athletico-PR, que está na sua prateleira? A próxima rodada é Remo, no Mangueirão. Copa do Mundo. O Gauchão é o único título possível.






