
A contratação do volante Juan Nardoni, 24 anos, do Racing-ARG, por US$ 8 milhões, retira do Grêmio aquele carimbo de ano de escassez e cofres raspados.
Somando os atacantes Tetê e Enamorado, mais o volante argentino, o investimento passa dos R$ 100 milhões. O jornal Olé, de Buenos Aires, estampou em sua capa o negócio, cravando que está finalizado, por 80% dos direitos do jogador.

É um potencial financeiro que não chega nem perto dos R$ 260 milhões pagos pelo Flamengo ao West Ham-ING só por Lucas Paquetá, tudo bem, mas para "pobreza" não serve. Isso sem falar no custo mensal de estrelas do tamanho de Arthur e Willian.
Saídas de jogadores — um time inteiro — ajudaram a desinchar a folha salarial, mas as rescisões não são de graça e há a necessidade de dividir salários com os clubes de alguns emprestados, como o Remo de João Lucas ou a Chapecoense de Camilo.
A dívida total do clube é alta, na casa dos R$ 700 milhões, então o mérito da nova gestão são esses movimentos capazes de gerar esse dinheiro todo para contratar reforços e dar peças ao técnico Luís Castro. Além das vendas de Alysson e Lucas Esteves, tem também o valor do empréstimo de Kike Oliveira ao Bahia e, especialmente, o negócio com a tiqueteira da Arena.
Origem do dinheiro
O Grêmio não confirma oficialmente, mas a estimativa é de que, só de luvas, a Ingresse pagou R$ 45 milhões para ser a responsável pela gestão da venda de ingressos. Negócio, vale dizer, que só foi possível após o Grêmio virar dono da Arena, a partir da ajuda de centenas de milhões do empresário Marcelo Marques. São movimentos que, se não resultarem lá na frente em agravamento da dívida total, aos poucos vão mudando a prateleira no cenário nacional de SAFs e patrocínio de BETs.
Seja qual for o ângulo de análise, o fato é: o time de 2026 não pode ser chamado de pobre, dentro daquela ideia de duelos do vintém contra o milhão na maioria dos jogos. Contra Flamengo, Palmeiras e Cruzeiro, sim. Contra os outros, não mais.




