
Os jogos do Grêmio vão se acumulando e está acontecendo o que mais se temia no começo de um trabalho pensado para ser diferente e devolver o Tricolor ao seu patamar. Não se vê evolução de uma partida para a outra.
Pode-se discutir as razões, mas não o futebol apresentado, que é sofrível e repete o passado de fracassos defensivos. Falta qualidade, apesar dos reforços caros? Eles precisam de tempo? Há desgaste pelo uso continuado dos titulares no Gauchão e Brasileirão? Há demora na compreesão, por parte dos jogadores, dos métodos do português Luís Castro?
Seja o que for, o fato é que o Grêmio joga pouco. Vai criando problemas para si mesmo, enquanto vê o Inter usar reservas contra o Ypiranga e abrir vantagem fora de casa rumo à final.
Ao só empatar em 1 a 1, na Arena, contra um Juventude desfalcadíssimo na defesa — Maurício Barbieri jogou com três zagueiros reservas —, obriga-se a parir uma bigorna no Alfredo Jaconi se quiser ir à final do Gauchão.
A propósito: o Tricolor já está fazendo o segundo jogo de semifinal fora de casa pela campanha ruim, fruto desse mesmo futebol pobre.
O primeiro tempo do Grêmio foi muito bom. Marcação encurtada, pressão alta, produção ofensiva interessante. Sem Noriega, jogou Dodi. Willian, o melhor em campo, foi o criador, ao lado de Arthur. Tetê fez o gol, de cabeça, após lançamento com GPS de Willian. O Juventude chegou a ter só 30% de posse de bola. Foi para o intervalo sem chute na casinha. O Grêmio teve oito.
Aí veio o intervalo e a fatura de usar muitos titulares nas duas competições cobrou a conta. Foi assim contra o Noia, contra o São Paulo e neste domingo. Willian sentiu a coxa. Entrou Jefinho, que não foi bem. Tetê também saiu com dores musculares.
O gol do Juventude começa com Arthur não conseguindo pressionar Gabriel Pinheiro, portador da bola. Cansou. O zagueiro dá o passe sem sofrer a pressão do primeiro tempo. Lanza larga sozinho na corrida. Balbuena e João Pedro, lentos, assistem ele passar zunindo para marcar um belo gol.
O trio Arthur, Balbuena e João Pedro estava na Morumbi. Carlos Vinícius joga todas, tanto que fez o único gol contra o Novo Hamburgo.
Nem a expulsão de Léo Índio devolveu o Grêmio ao jogo de competição. O Juventude teve a bola para virar. Weverton salvou.
O Grêmio está atrapalhado. Além de treino e retomada do fôlego, a semana livre até o Jaconi terá de ser de terapia para o Tricolor.
Quer mais notícias e vídeos da dupla Gre-Nal, de futebol pelo mundo e de outras modalidades? Siga @EsportesGZH no Instagram e no TikTok📲



