
Favoritismo ganha jogo? Não. Fosse assim, não precisa entrar em campo
Meu grande e inesquecível amigo David Coimbra até brincava, com seu talento único:
— Quer saber quem ganha o Gre-Nal? Defina o favorito e aposte no outro — dizia.
Não era uma crença científica do David, é claro, e sim um jeito de dizer que o Gre-Nal tem um grau de imprevisibilidade único. Mas na maioria das vezes, ganha o melhor.
Nem gosto muito de falar em favoritismo, pois é um conceito subjetivo. No meu, ele só existe quando um chega flagrantemente melhor. É o caso do Grêmio.
Nem vou falar da qualidade dos times em si, com a superioridade dos reforços contratados pelo Grêmio, enquanto o Inter vem perdendo qualidade desde a janela do meio de 2025, sem reposição à altura.
Ficarei em dois argumentos das antigas, deixando de lado a obviedade imensa de Arthur/Thiaguinho contra Ronaldo/Paulinho na abertura do meio-campo: goleiro e centroavante.
Weverton é um goleiro seguro e vencedor, como o espalhafato de Volpi sempre impediu. Carlos Vinícius casou com o gol. É um atrás do outro. São 16 em 18 jogos. Em minutos, segundo o Marcos Bertoncello, dá um gol a cada 72 minutos, mais que um por jogo.
No Inter, o ótimo Rochet vem de tanto tempo parado por lesões que é razoável certa desconfiança. Borré perde muitos gols. E ainda dá azar. Quando faz, o VAR anula - como se viu diante do Inter-SM.
Então o Grêmio é favorito no Gre-Nal.
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