
Quando torcidas e jogadores se encontrarem no Beira-Rio, no domingo (25), a memória afetiva de uma rivalidade centenária reacenderá os ânimos. Não tenho dúvida. Nem o fato de Luís Castro e Paulo Pezzolano serem estrangeiros e administradores de uma temporada que começa, mesmo, na quarta-feira – Fluminense x Grêmio; Inter x Athletico-PR – será capaz de bloquear um século de rivalidade. Mas há um fato indesmentível: estamos diante de um "antes" frio.
É até estranho. Quer uma prova definitiva? O árbitro Lucas Horn é desconhecido do público e até dos jogadores. Fosse um Gre-Nal de fato importante estaríamos em guerra de notas oficiais. Vetos. Exigências de experiência. Árbitro de fora. Lembranças daquele pênalti não marcado. Daquele VAR. A regra sempre foi reclamar da arbitragem, seja qual for o motivo. É uma regra do Gre-Nal.
Pois dessa vez passou batido. Nem nas redes sociais se discute o árbitro. Zero polêmica. Isso é incrível! Duvido que os técnicos arrisquem um titular no sacrifício só para ganhar do grande rival, ainda mais já classificados às quartas-de-final. O Gre-Nal entra, pela primeira vez na história, numa realidade inédita de pré-temporada. Como lidar com essa novidade?
Imagine o seguinte feitiço: derrota digna (1 a 0, 2 a 1) atrelada à certeza de vitória no Brasileiro. Quantos torcedores fechariam acordo? Penso que muitos. O Brasileirão arrefeceu a temperatura do primeiro clássico do ano. Pelo menos até a bola rolar, claro, às 20h deste domingo. Por que o Gre-Nal, naqueles 90 minutos mágicos, se basta.
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