
O jogador mais alvejado por discursos de ódio no futebol mundial é Vini Jr. Certo? Errado. O brasileiro é o segundo, conforme o Observatório do Racismo e Xenofobia da Espanha. O primeiro é Lamine Yamal. O atacante do Barcelona concentra 60% dos ataques registrados. Vini soma 29%, seguido por Mbappé, fruto de um camaronês e de uma argelina (3%).
Filho de africanos muçulmanos, o pai de Lamine é marroquino. A mãe, que o acompanha orgulhosamente nos eventos público vestida de abaya (manto que cobre o corpo) e hijab (véu que protege cabeça, orelhas e pescoço), é da Guiné Equatorial. Ele será o melhor do mundo logo ali, mas anote: seu índice de ódio aumentará.
O mundo adoeceu de morte. Pretos. América do Sul. África. O racismo e a xenofobia se confundem e, quando viram discurso de ódio na política, remetem ao nazismo. É uma fusão viral nefasta, de potencial pandêmico.
Dá medo. Os tentáculos da xenofobia e do racismo alcançaram o futebol como nunca se viu antes. Há grupos organizados atuando, com alvos definidos: Lamine, Vini, Mbapppé. Racismo e xenofobia sempre estiveram presentes nos estádios, mas não como agora, sem constrangimentos. Há quem defenda deportações em massa por que dá votos.
Como ficariam os títulos celebrados nas ruas por pessoas de todas as cores e credos, na Espanha e na França, sem jogadores negros e árabes? A Humanidade dá mostras de fracasso. O certo seria começar tudo de novo. Mas como? E por onde?




