
Não fosse a cena do grandalhão Vini se escondendo atrás de Breno para bater-lhe a carteira e empatar o jogo no Castelão, uma outra imagem viralizaria muito mais. Já com o jogo em 2 a 2, Arthur tem a bola na saída de jogo, perto de área do Grêmio.
Ao seu lado, o lateral-direito João Lucas está de cabeça baixa, com um latifúndio de espaço à frente dele. Era o contra-ataque. Ou alguma chance disso. Bastava só conduzir por muitos metros, pois não havia ninguém do Fortaleza próximo.
Desesperado, Arthur grita e balança as mãos enquanto enquadra o corpo para o passe. Nem entrei no mérito que ali tem muito do espírito do time, e isso vem do dia dia, da casamata. Aquela história de não subir. Fica. Não vai. Segura o empate. Garante mais um atrás da linha da bola, mesmo com aquele espaço todo para progredir.
Fico mais na solidão de Arthur. Ele tem de fazer tudo ou quase tudo. Marca, defende, fecha linha de passe, avança para ser armador e fazer a assistência. No Castelão, também finalizou. Pois agora ele ainda tem avisar, em voz alta e com gestos, o companheiro para quem vai dar a bola.
Mano não o tira por minuto algum de medo da queda de rendimento absurda sem ele. Ele está cansado, percebe-se no semblante que está no perigoso limite físico, mas tem de fazer tudo sozinho no meio-campo.
É muita solidão. Ele merece solidariedade dos desportistas em geral. Um abraço de acolhimento, eu diria. Pobre Arthur.
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