
Aconteceu de novo. O Grêmio faz algo razoável fora de casa, na condição de franco atirador. Aí vem o segundo passo, na frente do seu torcedor, rodada seguinte, Arena lotada. Só que aí tem de jogar. Ficar com a bola. Arriscar-se. E ai vira filme de terror.
O Grêmio de Mano Menezes simplesmente não consegue criar e atacar. Não sabe. É um time cuja ideia é se defender, mas como só pensa nisso, acaba trazendo o adversário para cima. O tempo vai passando e começam os chuveirinhos. Toma o gol e perde. Não vai cair por que os debaixo ajudam e perdem também.
O Mirassol teve mais finalizações e chances de gol. No segundo tempo, poderia ter ampliado no contra-ataque. Quando Dodi saiu, ficou ainda pior por que Cuéllar e Arthur não marcavam mais nem consulta no dentista.
O Mirassol teve espaço para trocar passes e irritar a torcida. É um time disciplinado. Todos marcam e dão até a última gota de suor. Joga do mesmo jeito m casa e fora. Não fica atrás só se defendendo.
Sobre os reforços. Arthur vai precisar de tempo para ir além de carimbar as bolas e girar de um lado para o outro. E, o que é importante: força de marcação. Sua combatividade foi pequena. Mas é normal. Com o tempo, ele retoma essas qualidade que fizeram dele um volante diferente.
O tripé Cuéllar, Dodi e Arthur funcionaria se fosse para liberar um meia criativo, mas Cristaldo já é fim de linha no Grêmio. A bola não chega a Braithwaite, e fica tudo nos pés de Alysson. Que, bem marcado, sumiu.
Como falei antes, posso repetir agora. A vida do Grêmio é não cair, tão somente. Com ou sem reforços.
Quer receber as notícias mais importantes do Tricolor? Clique aqui e se inscreva na newsletter do Grêmio.




