
É sempre perigoso falar em justiça no futebol, mas a vitória do Grêmio por 3 a 2 foi merecida. O time de Mano Menezes só tomou gols de pênalti, um deles bem discutível, enquanto os seus foram de bola rolando. Dois de bola aérea, é verdade, mas no de Carlos Vinícius houve construção com Willian e Marlon até o cruzamento certeiro.
Mano conseguiu se sobrepor. Soube explorar as costas de Aguirre e Bernabei, sem que Roger conseguisse aplicar o antídoto em nenhum momento. Não foi um grande jogo tecnicamente, mas a estratégia do Grêmio encaixou melhor.
O primeiro tempo termina com 50% de posse para cada lado, o que já mostra um Grêmio mais encorpado em relação a si mesmo. Só após a expulsão de Arthur é que o Grêmio toma pressão, na base do chuveirinho.
Alan Patrick errou o terceiro pênalti no último minuto, mas o Grêmio mereceu. Superou-se. Quis mais. E voltou a vencer após mais de dois anos, ainda por cima no Beira-Rio.
Atuações
Alysson entra no segundo tempo e, no primeiro lance, faz o gol. Mano apostou no contra-ataque, quando colocou Kike e Alysson, tirando Pavon e Willian, que fez ótima partida mas cansou. Ricardo Mathias entra e, por pouco, não empata o Gre-Nal. Borré, cascudo, falha no rebote do último pênalti.
Volpi salvou. Noriega teve mais sorte que juízo. Willian, com 37 anos, foi muito melhor do que Cristaldo. Juninho fez uma das piores atuações que vi em Gre-Nal. Bernabei foi perigo nas duas áreas. Richard não tem nenhuma condição de exercer a função que e exerce. Quem o contratou?
Tudo sobre o Gre-Nal 448
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