
Quanto tempo o Inter perdeu apostando em medalhões caros e de resposta insuficiente. Ricardo Mathias sempre esteve ali. Prevaleceu o velho e burocrático piloto automático: tem de jogar o medalhão, por que custou caro. Ah, não pode queimar o guri — na verdade um homem feito.
O Inter perdeu a chance de ter, no Maracanã, contra o Fluminense, o jogador deste sábado (9), autor de dois gols na vitória fundamental sobre o Bragantino por 3 a 1, em São Paulo.
Força, imposição, zagueiros adversários presos, qualidade nos dois gols apesar do 1m92cm. Ajudou na marcação alta, fez pivô para desafogar o time, voltou para fechar linha de passe e bloquear contra-ataque. Valencia e Borré não vinham fazendo nada disso. Esse é o ponto. Tem de jogar quem está melhor, sobretudo quando os outros estão muito mal.
Boas notícias
Além de Mathias, o Inter ganhou duas boas notícias para tentar ao menos um duelo digno contra o Flamengo, na Libertadores, já que ganhar é quase impossível. Alan Rodriguez deu dinâmica ao meio-campo. Thiago Maia melhorou com companhia. Mais vigor, movimentação e qualidade do que Bruno Henrique. Por fim, Tabata. Sem Carbonero, é só devolver Wesley para a esquerda e apostar em Tabata. Ele pode ajudar a desencaixotar Alan Patrick dos marcadores, dando mais passe e posse de bola.
O Inter deu firme resposta após o drama do Maracanã, o que prova o controle que Roger tem do vestiário. Isso é positivo. Mas ficará com essa pulga atrás da orelha. Tivesse mudado antes, talvez estivesse vivo na Copa do Brasil. Antes tarde do que nunca, diria o poeta. Ricardo Mathias, Alan Rodriguez e Tabata são os novos titulares de Roger. Especialmente ele. Enfim, um centroavante.






