
Quero estar enganado, mas qual é a chance de um volante brasileiro de 31 anos, escondido no Antalyaspor, da Turquia, virar ídolo da torcida do Inter?
Seu time chegou em 12º lugar no último campeonato turco, 50 pontos atrás do campeão Galatasaray (isso mesmo: 50 atrás — 95 a 44). O sistema defensivo do qual Richard era peça, abrindo o meio-campo, levou 50 gols.
Pode dar certo? Sempre pode. Mas não é provável. Até prova em contrário, é um Ronaldo com grife.
Contratação esquisita. É alto, tem porte para a função, mas nunca sentou guarida em lugar algum, mesmo tendo pulado de clube em clube por empréstimo: Vasco, Fluminense, Cruzeiro, Corinthians. No Athletico-PR, desentendeu-se com a diretoria. Seu nome apareceu nas investigações das apostas. Não foi denunciado.
Ainda tem o lateral-direito Alan Benítez, paraguaio, 31 anos, comprado junto ao Cerro Porteño. O certo era o Inter ter na base jovens talentos para essas situações, concentrando o escasso dinheiro que tem em reforços com melhor currículo.
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