
Anote aí: foi bom para a Seleção esse empate em 0 a 0 na estreia de Carlo Ancelotti. Se o ambiente de oba-oba já navegava, sobretudo na imprensa, talvez o que se viu em Guayaquil nos devolva à realidade. Se a Seleção Brasileira ganhasse, as enquetes do dia seguinte seriam perguntando se o Brasil é favorito na Copa.
Ancelotti não é mágico. Ninguém é. O Equador foi melhor. Não chegou a ser dominante. Não houve bola na trave, bombardeio ou milagres de Alisson. O Brasil se defendeu bem. Muito bem. Mas criou quase nada e atacou menos ainda justamente por isso.
Com Casemiro, Bruno Guimarães e Gerson, sem um armador para conectar Estevão e Vini Jr. pelas pontas, o Brasil foi patético. O meio-campo, com a bola, fracassou.
Vini Jr., o melhor do mundo, na Seleção, é uma caricatura. Richarlison nem se fala: engolido pelo zagueiro Hincapié, do Bayer Leverkusen. Gerson é monstro no Brasileirão, mas contra inimigos que atuam na Europa mal tocou na bola.
Não será fácil a missão de Ancelotti. E, sem oba-oba, será melhor. Que venha o mundo real.

