
Todo respeito ao ex-atacante Juan Carlos Oblitas, um dos maiores jogadores produzidos pelo futebol peruano e continental. Esteve presente nas Copas do Mundo de 1978 e 1982. Tem no currículo o título de campeão da Copa América de 1975.
Aos 68 anos, talvez ele tenha até o mesmo tamanho de Paolo Guerrero em seu país, historicamente. Mas essa de chamar de erro o pedido para ser desconvocado de amistosos caça-níqueis de sua seleção, insinuando represálias no futuro, é piada.
Então Guerrero não será convocado durante as Eliminatórias para a Copa do Catar-2020, cujos jogos começam em março? Arrã. Francamente. Conta outra.
Se isso acontecer em represália, quem perderá o cargo de gerente da federação é Oblitas. Gratidão e bom senso não são pecados, mas virtudes, e foi isso que Guerrero esbanjou pelo Inter, único clube que lhe estendeu a mão na hora ruim, esperando por ele durante a punição por doping.
Ele vai para o jogo contra o Cruzeiro, que pode dar ao Inter vaga na final da Copa do Brasil. Além do mais, a Federação do Peru foi grande beneficiada com o investimento feito pelo Inter em Guerrero, assumindo riscos.
Ao seu comando, a seleção peruana alcançou uma final, algo que não acontecia há 40 anos. As pessoas saíram às ruas de Lima para festejar. Guerrero corrigiu, com o peso de sua trajetória, um gesto grave de ingratidão que os cartolas estavam cometendo contra o Inter, já que nas datas Fifa não há obrigatoriedade de desconvocar.





