
O campo de jogo, na maioria das vezes, iguala as equipes. Grêmio e Inter se enfrentam na quinta-feira (3) com a ideia de que tudo pode acontecer e nenhum resultado pode ser considerado uma surpresa.
Os trabalhos são pouco consistentes e não trazem otimismo para as torcidas. Fora do campo, no entanto, a dupla vive momentos distintos — e um fato evidencia isso.
A venda do meia gremista Gabriel Mec para o Porto, de Portugal, escancarou uma velha lógica que há muito se fala. A força do trabalho de base do Grêmio, efetivamente, está salvando o clube do colapso financeiro, algo que o Inter está longe de resolver.
Com os R$ 48 milhões limpos da venda de Mec, o Grêmio se aproximou dos 250 milhões em vendas nesta temporada. Este resultado é o que determina um respiro do clube diante dos absurdos financeiros cometidos nos últimos anos pelos dirigentes. Sem a saída de Mec, Viery e Alysson, entre outros, a situação do Tricolor estaria muito semelhante a do Internacional fora do campo.
O futebol, no entanto, não é um jogo de justiça ou de matemática. Dentro do campo, o Inter pode, em 90 minutos, vencer e se classificar na Copa do Brasil, deixando o Grêmio com a frustração de um derrotado.
Por outro lado, no que tange as estruturas fora do campo, o assunto está resolvido e o Grêmio já venceu o Gre-Nal da solidez. O reflexo do trabalho de base seguirá por mais algumas temporadas.
A confusão entre time e clube atrapalhou muito o Grêmio e, felizmente, os erros da Arena e, principalmente, do CT Luis Carvalho, não chegaram em Eldorado e hoje tudo está sendo solucionado por isso.
O Tricolor deve a sobrevivência a força do trabalho silencioso do CT Hélio Dourado, e a distância entre os grandes de Porto Alegre é um fato inquestionável e sem contestação até mesmo pelos clubistas de plantão.
📩 Receba as principais notícias do Grêmio direto no seu e-mail. Clique aqui e inscreva-se na newsletter do Tricolor.






