
Mais de 24 mil torcedores do Grêmio estiveram presentes, na Arena, na vitória de 1 a 0 sobre o Mirassol, e a consequente classificação para as quartas de final da Copa do Brasil.
A torcida, ou a esmagadora maioria, foi peça fundamental para o time na difícil partida e escancarou distorções que começam a encerrar uma era de valorização das ditas "torcidas organizadas".
O jogo começou antes mesmo do apito inicial. Fortes vaias foram escutadas em quase todos os setores do estádio no anúncio da escalação do Grêmio nos alto-falantes da Arena.
Era evidente que o momento do time entregaria ao técnico a dura insatisfação da maioria dos gremistas. Essa análise, ao menos para a maioria, terminou exatamente na escalação.
Vaias direcionadas
Pouco antes do início do jogo, os gritos contra o treinador voltaram a aparecer. Desta vez, os torcedores que estavam na arquibancada norte soltaram a voz, mas sem o apoio do restante do estádio, que estava atento ao apito do árbitro.
Essa crítica organizada de parte do setor atrás da goleira começou a ser rejeitada pela maioria do estádio, sobretudo quando os xingamentos começaram a atingir alguns jogadores, dentre eles o atacante Pavon.
Apoio ao time
Com cerca de 15 minutos de jogo, praticamente todo o estádio passou a jogar junto e a apoiar o time, enquanto a torcida organizada observava em silêncio a força dos gremistas.
Este ambiente, criado de forma não organizada e orgânica, entrou no campo de jogo e foi determinante para o avanço do Grêmio na competição. Coube à Geral, já na segunda etapa do jogo, desistir das organizações de críticas e se juntar a quem sempre esteve no estádio para ajudar o time gremista a vencer.
A conquista desta quarta-feira (5) dá confiança aos jogadores e alívio aos dirigentes e à comissão técnica, mas a maior lição não está no ambiente interno.
Não existe nada mais significativo no Grêmio do que o ensinamento trazido pelos torcedores individuais e não organizados. Eles foram de forma autônoma ao jogo e, como sempre deveria ser, se uniram a uma causa comum quando se pensa no conceito de uma agremiação.
Camisa acima de tudo e de todos
Eles estavam na Arena pela paixão pelo Grêmio. Mesmo diante das dificuldades técnicas, entenderam que havia esforço e vontade de vencer por parte dos jogadores. Essa foi a senha para jogar junto e, aos poucos, terminar com quem estava com outra ideia de organização.
Vivemos uma noite de vitória do Grêmio e, principalmente, resgatamos o princípio de torcer. Não importa quem é o técnico, o presidente ou o ponta esquerda. O que vale é que a camisa do Grêmio sempre estará acima de tudo e de todos.
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