
A Copa do Mundo terminou apontando muitas verdades para quem planeja futebol. A mais importante delas é entender a importância de um meio-campo sólido, com jogadores inteligentes, e que saibam "treinar" o time dentro do campo. A força de Pedri foi determinante para a supremacia espanhola e a liderança de Paredes manteve a Argentina sempre viva no jogo, apesar da surpreendente distância entre as equipes.
Diante disso, fica claro que o Grêmio precisa entender um dos motivos do seu declínio. A insistência por jogadores de lado, abdicando dos processos construtivos de um meio campo pensador, fez do Tricolor uma equipe sem inspiração. Luís Castro utiliza uma forma de jogo que é a antítese do que se pratica no mundo. Não existe futebol vencedor sem inteligência no meio de campo. O último Grêmio que venceu tinha Maicon e Luan, por exemplo, comandando todo o jogo.
A busca por reforços segue intensa no clube e, nesta semana, se espera a chegada de um camisa 10. A busca por um jogador que possa dar corpo a um setor que inexiste no clube há bastante tempo. Mesmo assim, com Nardoni e Villasanti, o time de Luís Castro terá muita dificuldade para comandar intelectualmente uma partida contra os seus, também frágeis, adversários no Brasileirão.
Dizem que a Copa está aí para ensinar e o Grêmio necessita absorver o que de mais importante surgiu no EUA. É evidente que não conseguiremos craques do tamanho de espanhóis e argentinos que atuaram na final, mas o conceito está aí para ser entendido. Sem meio-campo não existe futebol.
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