
O episódio envolvendo a não ida do técnico Luís Castro a La Paz não indica uma suposta falta de interesse do Grêmio na Copa Sul-Americana, como se pode sugerir. A questão médica foi determinante e acabou definindo, também, o que o Tricolor pensa da competição. A ideia é dar seguimento a busca por um time ideal e o Grêmio quer voltar da altitude com um bom resultado.
Não se pode, no atual nível de pressão, imaginar que o Grêmio possa preterir jogos ou competições. A frágil atuação contra o Mirassol colocou sob risco todo o trabalho, e um bom jogo na altitude pode devolver uma certa tranquilidade ao ambiente. Diante disso, fica claro a necessidade do Grêmio de levar os seus principais jogadores para o confronto.
O Grêmio, por tudo, deve ir à Bolívia com o seu grupo principal, e, se a relação dos atletas mostrar alguma ausência, será em razão da incomodação do último jogo. Não imaginem preservação. A hora é de reconhecimento sobre quem está junto pela manutenção deste trabalho.
O jogo contra o Bolívia, diante de tudo que estamos vendo nos bastidores, ganha um componente muito mais decisivo. Além de dar vida ao Grêmio na competição Sul-Americana, a partida servirá, também, para entender o nível de comprometimento dos jogadores com o que está sendo feito no clube.
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