
A notícia envolvendo o fim do contrato de Arthur com o Grêmio e a desistência do clube na tentativa de renovação, assustou os gremistas. As críticas, aos poucos, tomaram conta das redes sociais, e o centro da discussão, claramente, não foi o real motivo da saída do craque do tricolor.
Está na hora de ser mais forte na conversa e parar de ver o futebol como uma "Disneylandia". O torcedor analisa os problemas do time sem Arthur, mas esquece de avaliar que a realidade financeira do Grêmio exclui qualquer possibilidade de pagar o salário de um jogador deste porte. A era de pagar valores irreais precisa terminar de uma vez por todas, e todos precisam saber que foi este erro que definiu o estágio financeiro trágico que o Grêmio vive neste momento.
Ninguém discute a destacada importância de Arthur no time, sendo este um ponto comum entre todos no clube. A sua função na equipe e a liderança no vestiário são incontestáveis, mas, nesta despedida, não é isso que está em jogo. O momento do Grêmio é de sufocamento financeiro e não existe possibilidade de pagar os valores pedidos pelo jogador.
A grande culpa desta gestão, e que permite as fortes criticas da torcida, foi o alto custo dos reforços no início do ano, e, este fato, enfraquece muito o discurso dos dirigentes de cuidado com o dinheiro do clube. Os altos valores investidos em Tetê e Nardoni, de fato, não combinam com o que é dito e realizado pelos dirigentes.
A grande verdade é que, se quiserem seguir brincando de futebol como se pudesse a todo momento zerar o jogo, preparem-se para o pior. Mas, se o assunto for pensar no futuro sadio do Grêmio, entendam essa dificuldade de Arthur como a mais pura necessidade. A conta chegou e não há mais saída. Ou o Grêmio se adequa ou teremos que encontrar um investidor para seguir torcendo para o clube que aprendemos a amar.






