
O Grêmio tem mais um jogo importante pela Sul-Americana. Mesmo em meio a um processo de construção, o time atua mais uma vez, sob forte pressão sobre o trabalho do técnico Luís Castro.
Na chegada a Buenos Aires, inclusive, quatro torcedores receberam a delegação com uma manifestação barulhenta. Por se tratar de um jogo fora do país, surpreende uma ação como essa, que é mais comum nas partidas em Porto Alegre.
Fica, por tudo, uma pergunta: existe, de fato, uma ação coletiva para a demissão do treinador do Grêmio?
Os muitos descontentamentos, quando superam o calor do jogo, sempre precisam ser vistos além de uma mera crítica. Por mais complexo que possa ser a relação apaixonada de uma torcida, as reações em grupo merecem sempre o respeito e a análise de todos.
Doença sem cura
O curioso é que tirar o técnico pode ser considerado comum diante das dificuldades que o Grêmio apresenta. A cada dia que passa, temos mais informações do tamanho do problema gremista, e falar em saída do treinador, nesta hora, é como enxugar gelo. Pode ser até o mais fácil, mas, na prática, se trata apenas de um anestésico para uma doença sem cura.
O Grêmio precisa, com urgência, voltar a vencer. A voz do descontentamento ganha corpo a cada desconforto, mesmo que ninguém saiba exatamente o que é melhor para o clube.
A noite desta terça-feira (5) pode ser uma boa defesa contra essa frustração coletiva. No futebol, o jogo é o único remédio que pode mudar cenários e trazer um sorriso novo para a torcida.
Uma vitória em Buenos Aires tem tudo para ser o início de um novo ambiente, que ainda não conseguiu entender o porquê de tamanha incomodação com Luís Castro.
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