
O empate contra o Internacional não pode passar impune para o Grêmio. É inaceitável não vencer um adversário tão fraco e que, somado a jogos contra Remo, Torque e Chapecoense, precisa de alguma medida drástica dos dirigentes tricolores.
Existe, de fato, a necessidade de criticar o técnico Luis Castro pelo rendimento do time. Esse jogo encerra a paciência do torcedor, e os resultados vão precisar aparecer o quanto antes.
O Grêmio começou a partida de uma forma diferente. Atuando com Tetê mais por dentro e Noriega comandando a linha defensiva na saída de bola, o time tricolor controlou o jogo taticamente e mesmo assim não conseguiu fazer diferença.
Faltou qualidade individual para o Grêmio vencer a partida. Foram muitos confrontos individuais vencidos pelo lado direito ofensivo do time de Castro que terminaram apenas pela incapacidade individual, tanto de Pavon como do próprio Tetê.
Nas questões defensivas, o Grêmio, mais uma vez no 4-1-4-1, conseguiu controlar o inoperante ataque do Inter e as chances permitidas, todas, foram também por erros individuais. Gustavo Martins não esteve em uma boa jornada e, por pouco, não entregou o resultado para o time da casa.
Diante de tudo, o 0 a 0 do Beira-Rio não pode ser comemorado pelo Grêmio. Contra o Deportivo Riestra na terça-feira, pela Copa Sul-Americana, na Arena, o Grêmio precisa jogar mais e sair de campo com uma boa vitória. Esse precisa ser o objetivo. Vencer um jogo com melhor rendimento sem deixar pontos pelo caminho sobretudo quando enfrenta adversários tão frágeis.

