
O Grêmio voltou a vencer na Arena. Carlos Vinícius não marcou, exatamente como havia acontecido na partida contra o Riestra pela Copa Sul-Americana. Duas jogadas muito parecidas. Uma com a conclusão de Amuzu e outra com a de Gabriel Mec.
Nos dois lances, Enamorado foi o homem da assistência. O centroavante goleador foi, por outro lado, o autor intelectual. Carlos Vinícius está avançando na forma de marcar. Agora, seus gols também são invisíveis.
A mágica do futebol é que estamos diante de um esporte coletivo que se resolve pela individualidade e que, às vezes, não temos noção da grandiosidade dos pequenos processos que são desenvolvidos no jogo. Quem chuta ou dribla recebe, de pronto, a análise. Quem se desloca e mexe com o adversário, por vezes, demoramos para entender.
Criação de espaço
O Grêmio foi salvo pelo seu centroavante em muitos chutes ou cabeçadas certeiras nesta temporada. Nos últimos eventos, no entanto, ele foi muito marcado e sofreu um pouco mais para concluir. Mesmo assim, os seus movimentos ofensivos permitiram espaço aos seus colegas e os gols saíram, curiosamente, dos lugares que ele estaria ocupando. Carlos Vinícius tem entendimento da força coletiva que só os bons tem.
Artilharia do Brasileirão
No domingo, Viveros, centroavante do Athletico-PR, chegou a artilharia do Campeonato Brasileiro com oito gols, deixando Carlos Vinícius (7) para trás. Por óbvio, no entendimento dos números, os gols invisíveis não são considerados e, por isso, Vini da Pose não está na liderança.
O Grêmio, no entanto, sabe da força do seu homem gol e consegue entender o seu tamanho até mesmo quando ele marca sem marcar.


